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Gravadores com IA da Plaud chegam ao Brasil: o que muda para reuniões e anotações

A Plaud confirmou o NotePro e o NotePin S para julho, após homologação na Anatel. São aparelhos que gravam o dia, transcrevem em português e resumem conversas com inteligência artificial. Explicamos como funcionam e para quem valem a pena.

Equipe Agility3 min de leitura
Mesa de trabalho com caderno de anotações aberto e material de escritório

Imagine terminar uma reunião e já receber, em segundos, um resumo do que foi combinado, com tarefas e responsáveis, sem precisar digitar uma linha. É essa a promessa dos gravadores com inteligência artificial da Plaud, que acabam de ser confirmados para o Brasil. Segundo o Tecnoblog, os modelos NotePro e NotePin S devem desembarcar em julho, assim que passarem pela homologação da Anatel, a agência que autoriza a venda de aparelhos com transmissão de sinal no país.

O que são esses gravadores

Na prática, são pequenos aparelhos que ficam com você ao longo do dia, escutam conversas presenciais e chamadas e, a partir do áudio, geram transcrições e resumos. A diferença para o gravador comum do celular está no software: em vez de só registrar o som, um modelo de IA chamado Plaud Intelligence tenta entender o contexto da conversa, separar quem falou o quê e organizar tudo em relatórios. É a mesma ideia por trás de assistentes que resumem textos, só que aplicada à sua rotina de reuniões, aulas e ligações.

A empresa afirma que a transcrição funciona em 112 idiomas, com o português incluído, e que os resumos podem seguir mais de 10 mil modelos prontos, de ata de reunião a lista de tarefas. O processamento pesado acontece nos servidores da Plaud: a compra dá direito a cerca de 5 horas de áudio processado por mês, e quem precisa de mais entra em um plano de assinatura.

NotePro e NotePin S: as diferenças

Os dois modelos miram usos diferentes, mas partilham a mesma proposta de capturar e resumir o dia. Veja o que se sabe até agora, com base nas informações divulgadas ao Tecnoblog durante o Web Summit Rio:

  • NotePro: lembra um cartão de crédito, com 3 mm de espessura e 30 gramas. Traz 5 microfones (alcance de até 5 metros), tela AMOLED, corpo de alumínio com Gorilla Glass e até 30 horas de gravação, além de 60 dias em standby. Alterna sozinho entre captura presencial e chamadas. Nos EUA custa US$ 189 (cerca de R$ 979).
  • NotePin S: tem cara de wearable e pesa 17 gramas. A bateria promete 20 horas de gravação e 40 dias em standby. Pode ser usado de quatro formas — broche magnético, clipe, pulseira ou colar — e, no Brasil, todos esses acessórios vêm na caixa. Nos EUA sai por US$ 179 (cerca de R$ 928).

Atenção a um ponto: esses valores são os dos Estados Unidos. Os preços brasileiros ainda não foram revelados, e é comum que produtos importados cheguem mais caros por aqui, por conta de impostos e câmbio. Como referência, a geração anterior é vendida no país por R$ 1.399 (Plaud Note) e R$ 1.599 (Plaud NotePin).

Para quem isso faz sentido

O Brasil já é um mercado relevante para a Plaud — a empresa afirma que o país concentra metade dos usuários dela na América do Sul. O perfil vai além do escritório: segundo a companhia, houve adoção surpreendente até no setor de construção civil, com profissionais usando os aparelhos para registrar combinados de obra. Estudantes, jornalistas, médicos e qualquer pessoa que passa o dia em reuniões também estão entre os públicos naturais.

Ainda assim, vale um lembrete prático de bom senso: um aparelho feito para escutar o ambiente levanta questões de privacidade. Gravar uma conversa sem avisar os participantes pode ser desconfortável — e, dependendo do contexto e do país, problemático. O ideal é combinar antes com quem está na sala e checar as regras da sua empresa ou instituição.

O que muda para você

Se você vive perdendo detalhes de reuniões ou gasta horas transformando áudios em texto, dispositivos como esses prometem devolver tempo. Mas ainda não dá para cravar o veredito: falta saber o preço no Brasil e como a transcrição em português se sai no dia a dia, com sotaques, gírias e várias pessoas falando ao mesmo tempo. Nossa sugestão é acompanhar o lançamento e, se possível, testar antes de investir.

Fontes: Tecnoblog, que revelou com exclusividade a chegada dos aparelhos ao Brasil (tecnoblog.net), e Olhar Digital, que já publicou análises da linha Plaud (olhardigital.com.br).

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